TESTE DE COMPREENSÃO DE LEITURA
português brasileiro
NÍVEL 3
EXERcício. VOCÊ VAI LER DOIS EXcertos DE ARTIGOS E RESPONDER ÀS PERGUNTAS DO QUESTIONÁRIO abaixo.
Conheça o Psica, festival de música que canta o Brasil a partir da Amazônia
A Câmara Municipal de Belém aprovou, na quarta-feira (3), por unanimidade, o projeto de lei que declara o Festival Psica como Patrimônio Cultural Imaterial do Município. Para a vereadora Marinor Brito (PSOL), autora da proposta, o Psica “é fruto da juventude preta, indígena, periférica, LGBTQIAPN+, que transformou o improviso em política cultural de alcance nacional”. O festival se tornou referência em inclusão, acessibilidade e sustentabilidade: “É um espaço onde pessoas trans, pessoas com deficiência, mulheres, negras e indígenas são protagonistas. Celebramos não apenas um festival, mas um movimento cultural que combate desigualdades, produz pertencimento e mostra que a cultura amazônica é patrimônio do Brasil e do mundo”. “O Brasil a partir do Norte, cantar o Brasil a partir da Amazônia.” Em 2024, o Psica foi o festival brasileiro que mais destinou ingressos a pessoas trans, travestis e não binárias, com 1.078 ingressos distribuídos. O evento mantém equipes majoritariamente LGBTQIAPN+ (55%), compostas por 56% de pessoas pretas ou indígenas, fortalecendo a inclusão tanto do público quanto dos bastidores. Nesse mesmo ano, a praça de alimentação passou a contar com cardápios veganos e de baixa emissão de CO₂.
Tirado e adaptado com fins educativos de CASA NINJA AMAZÔNIA por Paula Cunha.
[https://midianinja.org/conheca-o-psica-festival-de-musica-que-canta-o-brasil-a-partir-da-amazonia/]
‘Jay Kelly’: o duplo lacaniano que flutua entre luz e vazio
Em seu mais recente trabalho, o cineasta Noah Baumbach dirige “Jay Kelly”, um drama de autoconhecimento que revela a total desconexão do ser humano com sua própria identidade, estrelado por George Clooney e Adam Sandler.
O filme teve a honra de encerrar a 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Curiosamente, enquanto esta edição da Mostra celebrava conexões entre pessoas, histórias e culturas, a escolha de “Jay Kelly” funciona quase como uma antítese: um retrato de isolamento, fragmentação e distância interior.
Baumbach, conhecido por dissecar relações humanas e crises existenciais com delicadeza, conduz um elenco que reúne duas presenças fortes da indústria, tornando o filme um espelho perturbador do tema que a Mostra buscava explorar.
A performance de Sandler é tão intensa que acaba ofuscando qualquer brilho que Clooney pudesse ter na projeção. Ironia: essa percepção evidencia, na verdade, a fragilidade do próprio filme.
Ambos interpretam Jay Kelly, mas de maneiras opostas. Clooney dá vida ao astro que se perdeu diante do personagem que criou ao longo da carreira, um homem isolado, tentando reencontrar laços importantes quando a sombra da morte se aproxima.
Sandler, por sua vez, é Ron, o empresário incansável por trás do ator, que representa tudo o que Jay perdeu e se esforça para proteger o que ainda lhe resta.
A tensão entre os dois não está apenas no conflito de personalidades, mas na forma como se relacionam com a própria vida: enquanto Jay se vê preso em memórias e escolhas passadas, Ron atua como guardião e contraponto, lembrando daquilo que ainda é possível salvar, se esforçando para preservar o que ainda lhe resta pelos bastidores. Essa dinâmica transforma cada cena em um jogo delicado de presença e ausência, de poder e vulnerabilidade, revelando o drama íntimo de dois homens que precisam, finalmente, se reconectar com o mundo ao seu redor.
Tirado e adaptado com fins educativos de CINE NINJA AMAZÔNIA por Hyader Epaminondas.
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